Limpando a barra

Ontem li uma notinha no semanário Jornalistas&Cia (publicação que fala sobre o universo do jornalismo e que circula principalmente nas redações) que me chamou a atenção: “A Agência IstoÉ, criada no processo de reestruturação por que passou a Editora Três, vai promover neste sábado (26/4) o primeiro workshop profissional da história da empresa, focado na área de fotografia. Será um encontro fechado, do qual participarão cerca de 50 profissionais, entre contratados e frilas (inclusive das sucursais de Rio e Brasília), que se estenderá das 9h às 16 horas.” Imagino que a iniciativa de promover esse encontro tenha relação direta com o desgaste que a revista sofreu recentemente ao manipular uma fotografia. A IstoÉ simplesmente apagou da foto um grafite que aparecia com destaque na imagem e dizia “Fora Serra”. Sites, blogs e a Folha de São Paulo (detentora dos direitos de licenciamento da imagem feita pelo fotógrafo Cristiano Machado) caíram de pau, com toda a razão, em cima da IstoÉ. Segundo César Itiberê, diretor executivo da revista, em entrevista à Folha, “a intenção foi absolutamente estética”. Acho que o pessoal na IstoÉ esqueceu que adulterar uma fotografia pode até deixá-la mais bonita, mas fere a ética. Espero que no workshop que a revista vai promover com a equipe de fotógrafos eles relembrem dessa lição.

Não é primeira vez que as publicações da Editora Três fazem péssimo uso da fotografia. Leia aqui outras histórias.

Para ler as criticas que a revista recebeu pela adulteração da foto clique aqui, aqui e aqui.

2 Comentários

  1. Não vejo mal nisso, fizeram o que estava escrito, “Fora Serra”, tiraram o Serra!
    akakaka

  2. Workshop poderá ser bem aproveitado pelos fotógrafos. Mas do que adiantará se quem dá o grito final controla o caixa…
    Já imaginaram a Veja, IstoÉ e Época nas mãos de fotógrafos sérios e competentes. Putz!
    Vamos sonhar? Se os donos destas revistas conseguiram, porque nós não podemos fazer uma grande revista nacional com correspondentes em todo o Brasil, engajados em fazer uma revista com a cara do Brasil, onde o “caso Isabele” não fosse o prato principal? Uma revista online bombardeada de fatos e fotos.


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